Saiba mais: Dor no Joelho

A dor no joelho é a segunda causa mais frequente de consulta ortopédica em nível ambulatorial, sendo a dor lombar a primeira. Ela é mundialmente significante e uma das mais importantes causas de absenteísmo ao trabalho e aposentadorias por invalidez, gerando altos custos com tratamentos medicamentoso e cirúrgico. Ela está presente em até 20% da população adulta e, quando persistente, pode levar a perda de funcionalidade daquele que dela sofre.

Sendo a dor crônica no joelho comum, precisamos antes entender como o joelho em si é. Ele é uma articulação composta pelos dois ossos mais longos do corpo humano: o fêmur e a tíbia. Além das estruturas ósseas, encontramos nele músculos, tendões, ligamentos, meniscos, cartilagens e bursas, que são estruturas importantes dentro do joelho para dar suporte a ele para funcionar bem em nosso cotidiano. Por meio de seus movimentos de flexionar, estender e rodar, ele permite a ótima locomoção dos seres humanos, uma vez que estes movimentos são importantes para andar, subir e descer escadas, agachar, pular, correr e pedalar.

Alterações em quaisquer das estruturas que já comentamos podem estar relacionadas com a dor no joelho. Muitas vezes, as causas de dor podem estar relacionadas com problemas de alinhamento de estruturas do corpo, encurtamento ou desequilíbrio de forças entre músculos, sobrecarga e aumento da intensidade de atividades, impacto ou traumas que vão acontecendo ao longo do tempo e que, quando acumuladas, podem gerar queixas na região.

Quando pensamos em cuidar deste joelho, então, precisamos levar em conta estas alterações que podem prejudicar o funcionamento ótimo desta articulação. Este é nosso ponto de partida de tratamento. A partir daí, é importante entender que sofrer a dor não significa que a função do joelho acabou. Por isso, quando falamos tratamento de dor crônica na região, consideramos que os programas educativos são de essenciais, pois melhoram o entendimento do paciente sobre o que acontece no seu corpo, sobre suas possibilidades de enfrentamento da condição e sobre mudanças de estilo de vida para melhorar sua capacidade de usar seu corpo no dia a dia.

Especificamente sobre o tratamento fisioterápico, podemos utilizar medidas para reduzir a dor como recursos elétricos, térmicos, terapia manual. Para trazer a melhor função aos músculos que dão suporte ao joelho, um tratamento bastante importante, usamos o movimento: exercícios de fortalecimento muscular, liberação miofascial, atividades de equilíbrio corporal, atividades físicas em geral, conforme o ritmo e a história de cada indivíduo.  Para o sucesso da intervenção, é fundamental que o paciente se envolva em todo o processo!   Sua parceria com o fisioterapeuta está relacionada com ganhos importantes para sua saúde.

Algumas dicas para lidar melhor com a dor crônica no Joelho:

  • Entenda que dor não significa que você não pode mais usar seu joelho no dia a dia.
  • Participe de programas de educação e de capacitação para enfrentar melhor sua dor.
  • Ao iniciar um tratamento, tenha paciência. Os resultados aparecem  com o tempo.
  • Envolva-se em atividades físicas orientadas por um profissional especializado, obedecendo ao plano de exercícios planejado especialmente para você.
  • Procure tomar cuidados com sua postura no dia a dia e nas atividades que você realiza.
  • Caso use medicamentos, tome os mesmos da maneira recomendada pelo seu médico especialista, nos horários e quantidades estabelecidas.
  • Esforce-se para controlar o seu peso.
  • Sempre que possível, utilize rampas em vez de escadas.
  • Não fique muito aborrecido se em determinado momento receber orientação para usar bengalas, muletas ou andador, pois se bem indicados, podem ser de grande ajuda para reduzir o peso no joelho.
  • Faça atividades que o deixem feliz!

 

Movimente-se!

 

Todas as imagens utilizadas foram retiradas da internet e não pertencem a nós.

 

Referências:

1. Coimbra IB, Pastor EH, Greve JMD, Puccinelli MLC, Fuller R, Cavalcanti FS, et al. . Osteoartrite (artrose): tratamento. Rev Bras Reumatol, 44(6), nov/dez, 2004.

2. Hurley MV, Walsh NE, Mitchell H, Nicholas J, Patel A. Long-Term Outcomes and Costs of an Integrated Rehabilitation Program for Chronic Knee Pain: A Pragmatic, Cluster Randomized, Controlled Trial. Arthritis Care & Research, 64(2), feb, 2012.

 

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Saudações!

                                                        

   Nós resolvemos começar o ano encarando um desafio grande que é considerado um dos maiores na saúde em nosso país. Sim, estamos falando da dor crônica – em nosso caso, especificamente a dor crônica musculoesquelética. Sim, também sabemos que escutamos a respeito dela nas faculdades, nos consultórios, nas pesquisas ou até mesmo na nossa casa, afinal quem não conhece uma “Maria das Dores”. Então resolvemos começar um projeto para que essa roda de conversa alcance o vizinho. Queremos estudar a dor crônica, entender os mecanismos fisiopatológicos e comportamentais associados a ela, assim como as incapacidades e funcionalidades observadas com ela mas, além disso, queremos traduzir os achados do que lemos e fazemos para a população de Fortaleza. Somos do curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará e queremos alcançar aquela pessoa que diz ter dor nas costas, nas juntas, nos quartos e outros cômodos e não sabe bem como agir diante disso. Tanto não sabem que muitos ficam parados por aí, com medo do que ela pode virar e seguem, parados, esperando por acesso a saúde, por possíveis tratamentos que demoram a chegar e, quando chegam, já estão diante de um quadro bem mais complexo de ser encarado. “Não vou fazer isso porque dói”; “melhor ficar quieto que passa”; “Ah, antes eu fazia de tudo, mas agora eu tenho medo de fazer e piorar”... são frases comuns que escutamos. Sabemos que a dor não pode ser encarada simplesmente assim. Já conhecemos também os benefícios do movimento (bem) orientado para melhora da funcionalidade daquele que sente dor crônica – como a literatura já tem informações importantes sobre isso! Mas como passar isso para o vizinho, ah, sim, aí nosso desafio ganha outro tamanho. Como traduzir a informação científica para que ele entenda? Como avalia-lo e saber qual a necessidade do seu sistema corporal? Como fazê-lo aderir às recomendações propostas para seu perfil? E, finalmente, como podemos ajudar nosso sistema de saúde a descomplicar um pouco a dor? Ah, essa desafio é bastante desafiador! E como se já não bastasse, queremos transmitir o conhecimento aos quatro cantos do mundo através deste blog. Multiplicar os benefícios deste projeto e promover mais saúde para quem nos lê. Vem com a gente? Movimente-se! 

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Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Ceará (UFC); Extensionista do Projeto Movimento
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Fisioterapeuta, Doutoranda do programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui o título de mestre pelo mesmo programa (2009), com ênfase em Desempenho Motor e Funcional Humano. Possui especialização em Ortopedia e Esportes (2007) e graduação em...
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Ana Carla Lima Nunes

  Professora Assistente do Curso de Fisioterapia, Faculdade de Medicina (UFC). Graduada em Fisioterapia pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Especialista em Terapia Manual e Postural, Cesumar (PR), Osteopata pela Escola de Osteopatia de Madri (sede Campinas/SP), Mestre em Fisioterapia -...
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